A idade pesa, o que semeamos também

Fico pensando no quanto o que semeamos ao longo da vida é importante. Uma história que pode ter um enredo bacana tumultuado por não aceitarmos as pessoas e suas escolhas como elas são, pode desencadear conflitos, afastamentos e uma difícil possibilidade de conversa e perdão, depois de anos nesse ritmo.

Preocupada com cenas que tenho assistido e histórias que acompanho de perto, não quero que a frieza tome conta do meu coração. Que o rancor substitua a ternura, a mágoa tome conta e o peso substitua a alegria.

Seja no casamento ou na relação familiar, deixar que as lacunas de silêncio incômodo substituam o silêncio de satisfação, ou que os abraços sejam trocados por apertos de mão e que as refeições deixem de ser confraternização, mas um ritual obrigatório não é vida.

Não desejo chegar ao fim da linha com a sensação de que o tempo escoou pelas mãos.

O gongo soou, depois falo mais sobre isso.