AI, MEUS CATETOS!

Estava lendo agora o www.ciranda-cirandar.blogspot.com e encontrei um post maravilhoso sobre a questão dos limites na educação. No meu caso, cheguei ao limite das fichas que ando jogando com a minha pequena notável.

Ela é hiperativa, inteligente, curiosa, amorosa, criativa, brincalhona, mas… ultimamente parece estar na pré-adolescência, não com 6 anos!!! O mau-humor, a birra, a provocação, a irritabilidade parecem ter substituído muito do que era maravilhoso em nosso convívio.

Não digo que ela esteja fugindo completamente de ser a pimentinha que era, mas parece que ela saiu de dentro de um seriado americano da TV para adolescentes!
Comenta que a brincadeira preferida da turminha da escola é ser “Turma da Mônica Jovem”, fala que coleguinhas já beijaram na boca… Assuntos que tento sempre tratar com normalidade. Mas ultimamente um preconceito expresso contra homossexuais que nós como pais nunca manifestamos (porque temos vários amigos de diversas opções sexuais) está presente: “eu não gosto de gays” ou “tenho amiguinhas que não são meninas de verdade, porque são meninos por dentro”.

Olha, ela está dando nó em pingo d’água… Mesmo com conversas, me parece que a agressividade, os ciúmes da atenção dada ao irmão e muito mais estão vindo à tona com muita força. Ela disputa comigo a última palavra, a atenção do pai, a autoridade da casa… Tudo isso dizem que é previsível.

O que não previa era a minha incapacidade de, em alguns momentos, me acalmar. Consegui alguns reflexos físicos à tensão que toda a situação gera. Dores musculares, insônia…

O último castigo que apliquei foi hoje, e está me partindo o coração: tirei-a da G.R.D., esporte que ela ama praticar e vinha se preparando para uma apresentação com as amiguinhas que será no mês que vem. Essa foi uma decisão debatida e decidida com meu marido, que concorda que os castigos mais brandos como ficar sentada na cadeirinha, perder o aniversário de coleguinhas que ela tanto quer ir, ou de um outro programa bacana não está funcionando. – Isso tudo feito após conversas e mais conversas, historinhas e metáforas.

Bater, não quero nem pensar, pois vi a força que a reprimenda física tem em todos nós. Nela, ensina a resolver tudo no grito, na porrada, uma coisa que não educa, não faz pensar. A palmada dada uma vez pode se repetir, cada vez com mais força e dói demais, pois me sinto sem argumentos e partindo pro desespero. “Tapinha não dói” não se aplica nesse caso…

Mas, o que fazer, então?

Abro o espaço para a reflexão coletiva. Peço opiniões, broncas, puxões de orelhas virtuais, mas sobretudo alternativas.