Férias, pra quem?

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“Estudos independentes, feitos em diversos países, chegaram a uma importante conclusão: a participação dos pais na vida dos filhos traz inúmeras consequências positivas, como melhora do rendimento escolar e a formação de pessoas mais seguras, equilibradas e conscientes.


Os educadores concordam que essa participação é benéfica para todos, mas que ela é difícil mesmo em escolas que apoiam essa integração. Os pais, por sua vez, são unânimes em reconhecer a importância dessa participação, e gostariam, sim de participar mais.  
 
Mas não basta querer – é importante agir e fazer isso acontecer. Essa bandeira já está de pé, e agora é sua vez de agir. Seja um embaixador da causa, ajude a divulgá-la, participe das oficinas e faça ouvir a sua voz”.
O texto acima é sugerido pelo site da Pritt, que tem um projeto especial de estímulo à participação dos pais na educação escolar dos seus filhos.  A madrinha do projeto, precisamos dizer, é nossa amiga e blogueira @samegui (Samantha Shirashi, do A vida como  a vida quer). O incentivo, que para alguns pode parecer até estapafúrdio para alguns, é na verdade um pedido de reflexão a respeito do quanto faz diferença na aprendizagem das crianças o empenho e o interesse dos familiares.
No dia da entrega da avaliação final da Larissa, 17/12, fui bem pimpona encontrar os amigos de pátio da escola; sim, nós somos daquele tipo de pais e mães que vão até a escola e fazem questão de estar presentes até a entrada da sala de aula, nos eventos escolares, aniversários dos colegas, enfim… podemos ser considerados o tipo de pais xaropes por alguns professores, mas não pela profe Magali.
Esta professora, a quem confesso que em muitos momentos não compreendi, mostrou de uma maneira muito tranqüila que sabia o que estava fazendo. Experiência é outra coisa, né, e cada criança é um indivíduo com necessidades e habilidades próprias. Pois foi ela quem me disse nesse último dia letivo que agradecia a nossa participação no trabalho dela em 2010.
Quando ouvi essas palavras, perguntei “como assim”? – E ela me disse que mais de 50% do trabalho dela dependia da honestidade dos pais em perceberem se seus filhos desejavam, pediam ou precisavam de mais apoio, fosse qual fosse. E que a Larissa estava lendo bem acima da média para a 1ª série por ter hábitos de leitura em casa, o que ela não precisaria de uma entrevista com a família para saber.
Ao ver a felicidade da nossa pequena em receber a carteirinha da biblioteca na primeira semana de aula e a evolução da escrita, da comunicação oral etc. ela via que isso era algo natural e que na verdade seu papel seria de facilitadora do processo, não de forçadora de barra.
Ao final do ano, alguns coleguinhas conseguiram progredir bastante porque os pais “pegaram junto” e o resultado foi plenamente satisfatório nesses casos. Mas em todas as turmas aqueles alunos cujos pais acreditam que seus filhos estão garantidos apenas pelo pagamento da mensalidade o processo foi mais árduo e o resultado nem sempre foi o desejado.
Por isso esse último momento de escola foi muito especial. Foi uma entrega da nossa avaliação, também. Claro, houve alguns aspectos a repensar, ou a precisar de maior atenção, como a competitividade da Lalá. Também apareceram o questionamento constante das regras e a liderança que salta aos olhos. E em todos os sentidos a profe reforçou que nossa participação continuará fundamental, sempre. E nunca mais nós teremos férias. Foi um projeto escolhido com carinho e que não tem mais fim!
É por isso que fiz questão de participar como embaixadora da Pritt